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quarta-feira, 25 de março de 2020
PERFIL DOS APÓSTOLOS
sábado, 21 de março de 2020
ESPERANÇA EM MEIO À TRAGÉDIA
Esperança em meio à tragédia!
Daniel Lima
Medo! Estado afetivo suscitado pela consciência do perigo, imaginário ou fundamentado. O medo é uma presença constante na vida do ser humano. Por mais que cultivemos uma postura de suficiência própria diante de uma ameaça, nossa fragilidade rapidamente nos leva a um estado de alerta, de fuga ou luta, de medo. Já vi homens capazes e competentes entrarem em pânico ao perceber que coisas simples saíam do controle. Estamos vivendo uma onda de medo, em parte real, em parte exagerada diante da pandemia do coronavírus.
Enquanto alguns discutem se as igrejas devem ou não manter suas reuniões públicas (em locais onde ainda não existem ordens oficiais), eu gostaria de refletir sobre este momento, esta oportunidade. Quero ver esta pandemia como oportunidade, pois Deus não foi surpreendido. Na verdade, em seu plano soberano, esta tragédia foi entretecida juntamente com tudo mais que acontece. Diante disso, como o povo de Deus deve reagir? O que temos a dizer àquele que crê e ao que não crê diante do medo, mesmo do pânico?
Ao que crê, a melhor resposta é aquela dada por Paulo em Filipenses 1.20b-24:
Ao contrário, com toda a determinação de sempre, também agora Cristo será engrandecido em meu corpo, quer pela vida, quer pela morte; porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro. Caso continue vivendo no corpo, terei fruto do meu trabalho. E já não sei o que escolher! Estou pressionado dos dois lados: desejo partir e estar com Cristo, o que é muito melhor; contudo, é mais necessário, por causa de vocês, que eu permaneça no corpo.
A morte do cristão não deve ser temida. Para nós, morrer é lucro! No entanto, muito ciente de seu chamado e de seu ministério, Paulo entendia que o tempo de sua partida ainda não havia chegado (cf. 2Timóteo 4.6). Diante disso, minha postura como cristão é ser um bom mordomo do corpo que me foi confiado, para que eu possa continuar servindo nesta vida enquanto o Senhor julgar conveniente. No momento em que ele julgar que meu tempo é chegado, creio que partirei com alegria.
Quero ver esta pandemia como oportunidade, pois Deus não foi surpreendido.
Mas o que dizer àqueles que não estão em Cristo? Como ministrar àqueles para quem morrer não é lucro, mas o passo final de sua jornada para a perdição? Deixe-me alistar algumas considerações:
- Aqueles que morrem sem Cristo estão condenados à perdição eterna (Mateus 25.41-46, Lucas 16.22-23 e João 3.18);
- Para estes a pandemia deve inspirar terror, pois após a morte não terão mais chance de se converter (Hebreus 9.27);
- O medo causado pela pandemia é uma aflição por antecipação, pois, quem hoje teme a morte, teme algo que é certo, uma vez que todos morreremos. É a certeza, a iminência, o choque de realidade que têm levado muitos a entrar em pânico;
- A verdadeira esperança para este medo antecipado não é a cura do vírus. A esperança para a morte é a vida eterna em Cristo Jesus (Romanos 6.23). Devemos tomar providências para combater esta pandemia, mas também devemos tratar do mal mais profundo: o destino eterno daqueles que estão sem Cristo.
Alguém já disse que “a tragédia é o megafone de Deus”, pois nossa fragilidade é evidenciada em meio à tragédia. Como seres humanos, conseguimos mascarar o nosso vazio interior e nossas dúvidas sobre a eternidade, mas, diante da proximidade da morte, todo homem se depara com a questão do destino eterno. Sendo assim, entre tudo o que podemos e devemos fazer como cristãos, eu quero destacar nossa responsabilidade de proclamar a esperança que há em nós (1Pedro 3.15).
Em 2Timóteo 4.1-5, como parte de suas últimas instruções a Timóteo, Paulo escreve:
Na presença de Deus e de Cristo Jesus, que há de julgar os vivos e os mortos por sua manifestação e por seu Reino, eu o exorto solenemente: Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina. Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; ao contrário, sentindo coceira nos ouvidos, juntarão mestres para si mesmos, segundo os seus próprios desejos. Eles se recusarão a dar ouvidos à verdade, voltando-se para os mitos. Você, porém, seja moderado em tudo, suporte os sofrimentos, faça a obra de um evangelista, cumpra plenamente o seu ministério.
A exortação de Paulo começa dizendo que devemos pregar a palavra; completando, ele afirma que devemos fazer a tempo e fora de tempo. Este é um momento em que muitos estão preocupados. A pandemia gerou um estado de alerta. A realidade da morte confronta a sociedade que se julgava tão poderosa e no controle. Este é um tempo de se considerar a salvação!
Minha postura como cristão é ser um bom mordomo do corpo que me foi confiado, para que eu possa continuar servindo nesta vida enquanto o Senhor julgar conveniente.
Paulo amplia o sentido de pregar usando as palavras “admoestar”, “repreender”, “exortar” e “ensinar”. Seu propósito é afirmar que pregar é muito mais do que um período dominical durante o culto cristão. Em um sentido amplo, eu prego quando encorajo, quando faço perguntas, quando ouço, quando ofereço perspectivas.
segunda-feira, 16 de março de 2020
A FEBRE DO CORONAVÍRUS
A “febre” do coronavírus
Norbert Lieth
Prezados amigos, o assunto que hoje se sobrepõe a tudo é o coronavírus. Parece que todo o mundo está sofrendo com a “febre do corona”. “Corona” é um termo latino derivado do grego, e significa “coroa da vitória”, ou simplesmente “coroa”. Existem inúmeros comentários, discussões, entrevistas com especialistas e políticos ou mesas redondas envolvendo o “corona”; todavia, acima de tudo isso está Deus e a sua Palavra. O que me faz lembrar a seguinte afirmação do Senhor: “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo” (Apocalipse 3.20).
Esses acontecimentos de nosso tempo não seriam um “bater” do Senhor na porta do mundo, ou até na porta de nosso coração? O que a Bíblia tem para nos dizer é o mais importante. Ela aborda cada aspecto da nossa vida e sempre nos conduz à verdade. Por isso, pretendo analisar três pensamentos extraídos da Escritura Sagrada para trazer luz à atual crise do coronavírus.
Em primeiro lugar, vemos o desamparo das pessoas. O homem, que imagina dominar a tudo, agora se vê dominado e é jogado de um lado para o outro pelos acontecimentos. Países se isolam, os estoques dos supermercados são esvaziados e o álcool gel se esgota. A população mundial reage com medo diante do coronavírus. Ao mesmo tempo, nessa situação mostra-se mais uma vez a falta de escrúpulos das pessoas. Em alguns estabelecimentos, os artigos para prevenção são vendidos a preços exorbitantes. Aproveita-se a dificuldade para obter vantagem pessoal. Há pouco tempo li uma frase correspondente a isso: “Somente quando a ganância humana for derrotada, todos os outros problemas serão derrotados”.
A histeria crescente que se manifesta em vários lugares mostra o desamparo da nossa sociedade.
É justificável que haja medo, e que as autoridades tomem atitudes preventivas para o amparo da população. Os responsáveis estão tratando a situação adequadamente. Há um grande esforço por parte deles e nós deveríamos fazer o possível para facilitar ao máximo seu trabalho – para o bem de todos e para evitar consequências piores. No entanto, a histeria crescente que se manifesta em vários lugares também mostra o desamparo da nossa sociedade.
Com que rapidez podemos ficar sem chão sob nossos pés! Com que rapidez perdemos a estabilidade! Repentinamente nos conscientizamos de que um minúsculo ser (vírus) consegue desestabilizar o mundo inteiro. De um momento para outro, nossas limitações aparecem diante dos nossos olhos e vemos que todo nosso ser está constantemente preso apenas por um “fio de seda”, mesmo sem o coronavírus. O mundo está inseguro porque não tem segurança em Deus.
Em um dos exemplos citados por Jesus, ele compara uma vida que não está baseada nele com uma casa que foi construída sobre a areia. Quando vem a chuva, torrentes e ventos, ela não tem sustentação e acaba desmoronando (Mateus 7.26-27).
Isso não significa que, se estivermos com Deus, não precisaremos ser cuidadosos nem assumir nossas responsabilidades. Não, mas junto ao Onipotente nós temos um “corrimão na encosta”. Jesus compara isso a uma casa que foi edificada sobre a rocha e que permanece firme mesmo com chuva, torrentes e tempestades (Mateus 7.24-25).
No entanto, cada vez mais o Onipotente é afastado da consciência, de nosso coração, das famílias, escolas e da vida pública. Ele é ridicularizado e considerado como desnecessário. Com isso se destrói o alicerce e se constrói sobre a areia. Sem o Criador, que é o Onipotente e que mantém o mundo todo em suas mãos, não teremos segurança para nossa alma. Por isso a Bíblia nos aconselha: “Recorram ao Senhor e ao seu poder; busquem sempre a sua presença” (Salmos 105.4).
Em um conhecido hino há a seguinte estrofe: “Sem Deus seguimos na escuridão, mas com ele na luz andamos / Sem Deus o medo se alastra, mas com ele nós não tememos”.
A Palavra de Deus diz: “Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e para sempre” (Hebreus 13.8). Em outra passagem, consta: “‘Eu sou o Alfa e o Ômega’, diz o Senhor Deus, ‘o que é, o que era e o que há de vir, o Todo-poderoso’” (Apocalipse 1.8). Em todas os tempos Jesus foi e é a esperança e o amparo para aqueles que creem nele. Ontem ele foi a esperança, hoje ele é e o será futuramente. O mundo não está abandonado à própria sorte, mas está nas mãos do Senhor que sempre foi, que hoje é e que voltará. O Deus imutável mantém tanto o microcosmo, bem como o macrocosmo, em sua onipotente mão.
O mundo não está abandonado à própria sorte, mas está nas mãos do Senhor que sempre foi, que hoje é e que voltará.
Em segundo lugar, a Palavra de Deus se cumpre. Essa situação do coronavírus demonstra como a Palavra de Deus é atual. A Bíblia diz, por exemplo: “Os homens desmaiarão de terror, apreensivos com o que estará sobrevindo ao mundo; e os poderes celestes serão abalados” (Lucas 21.26).
A Bíblia é a Palavra firme e confiável que nos antecipa o futuro (2Pedro 1.19-21). Jesus prediz que no futuro, antes de sua volta, a humanidade terá medo diante da expectativa das coisas que acontecerão na Terra. Também em relação ao coronavírus há medo sobre o que ainda pode acontecer. Como será o desenvolvimento de tudo? Que consequências isso trará? Haverá uma pandemia? Quais serão os efeitos para a economia? Os gêneros alimentícios serão suficientes?
Alguém declarou: “Catástrofes são o megafone de Deus para despertar os que dormem diante dele”. Ele nos desperta, nos sacode, para não passarmos a eternidade sem ele e para não nos descuidarmos do prazo oferecido para aceitarmos a sua graça. O Senhor quer nos mostrar que sem ele nada funciona.
Onde encontramos a resposta? Em terceiro lugar: na coroa da Cruz. Sobre a sua cruz, da sua “corona”, constavam as palavras: “JESUS NAZARENO, O REI DOS JUDEUS” (João 19.19).
Jesus tomou sobre si todas as dores e venceu a tudo. Colocaram-lhe uma coroa de espinhos. Com ela, porém, ele triunfou sobre o inferno, a morte e o Diabo. Hoje, lemos acerca dele: “Em seu manto e em sua coxa está escrito este nome: REI DOS REIS E SENHOR DOS SENHORES” (Apocalipse 19.16).
Assim como há medicamentos, uma vacina contra uma grave epidemia, da mesma forma a morte e a ressurreição de Jesus são a cura contra todas essas coisas e contra o pecado e a morte.
Há algo que possa nos acalmar, nos oferecer segurança e amparo para o futuro? Calma em tempos agitados? Relaxamento em meio à tensão? Consolo no medo? Alívio na opressão? Perdão dos pecados? Auxílio para “coronas” que aparecem em nossa vida? Não existe só o coronavírus, mas também o “vírus” da solidão, da culpa, da consciência pesada, do desespero, da dependência, de dores e do sofrimento...
Assim como há medicamentos, uma vacina contra uma grave epidemia, da mesma forma a morte e a ressurreição de Jesus são a cura contra todas as coisas mencionadas acima e contra o pecado e a morte. Quem crê em Jesus encontra amparo e segurança e retorna para a vida – a verdadeira vida. Para este abre-se a porta do perdão, o portão para o céu, a janela da esperança. Com Jesus a alma é curada. Quem crê nele não precisa temer o futuro porque todo o futuro pertence a Jesus.
Jesus diz: “Neste mundo vocês terão aflições; contudo, tenham ânimo! Eu venci o mundo” (João 16.33b). “Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim” (João 14.1).
Faça o seguinte: ore a Jesus e confesse a ele a sua vida, seus anseios e sua fé. Leia a sua Palavra, principalmente o Novo Testamento. Na Bíblia você encontrará força indescritível para conhecer a graça de Deus. Você encontrará uma paz e segurança indescritíveis. Jesus e suas promessas oferecem paz em todas as inquietações da nossa época.
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